Tendemos hoje a viver em isolamento constante e desumano. Construímos muros, barreiras e labirintos com o simples objetivo de separar o “eu” do “outro” visando uma ilusória proteção. O mundo externo tornou-se perigoso demais, as pessoas são irremediavelmente cruéis e as violências urbanas se espraiam em todas as relações sociais. O medo de ser ferido, morto ou magoado faz com que busquemos relações fluídas, vazias de significado ou importância em prol de uma suposta integridade física ou emocional. Consequência direta dessas escolhas, o homem transformou-se no animal mais solitário do mundo. Todas as inseguranças que levaram ao seu exilamento em si são formadoras de maiores tensões, medos e angústias. A busca por maior proteção trouxe apenas maiores danos e temores. Acredito que devemos nos rebelar contra este modelo artificial de vida. Devemos correr mais riscos, pensar menos e agir mais. O presente é abandonado em prol de um suposto futuro que nunca chega. Os contatos interpessoais, como disse meu grande colega Alan Passos, são cada vez mais online. A carne e os ossos são substituídos por “HD'S”, Monitores e teclados. O sexo passou a ser virtual, estamos sempre conectados! O homem é hoje facilmente trocado por fios, cabos, eletricidade e banda larga. Eis aí o seu homem artificial na solidão de uma sala ou quarto ligado aos seus amigos pelo msn.
Gostaria de parabenizá-lo, meu caro Dimas, pela publicidade de suas inquietações e crítica social. Que não nos acomodemos! Que mais e mais pessoas possam se expressar através do uso da palavra escrita, sobretudo nós acadêmicos, e explicitar nosso repúdio a esse sistema perverso e ludibriante.
ResponderExcluirVamos todos de mãos dadas em prol de uma sociedade mais humana! Escrevam camaradas!!!!